O Programa de Mestrado em Teoria Literária da UNIANDRADE, com apenas uma área de concentração, também denominada Teoria Literária, oferece 22 disciplinas, relacionadas às linhas de pesquisa – Poéticas do Contemporâneo, Políticas da Subjetividade, Literatura e Intermidialidade e Escrita Criativa.

Todas as disciplinas têm 60 h/a e equivalem a 6 créditos cada. Não há disciplinas obrigatórias.

 

4001_TEORIA E ESTUDOS LITERÁRIOS
4002_TEORIAS DA NARRATIVA
4003_TEORIAS DO TEATRO
4004_TEORIAS DA POESIA
4005_METODOLOGIA DA PESQUISA ACADÊMICA
4006_ CRÍTICA CULTURAL
4007_PASSAGENS DA MODERNIDADE
4008_POÉTICAS E POLÍTICAS AFRO AMERICANAS
4009_LINGUAGENS DA ALTERIDADE
4010_ESTUDOS DE GÊNERO
4011_POÉTICAS DA MODERNIDADE
4012_POÉTICAS DA RECICLAGEM
4013_POÉTICAS DA CENA CONTEMPOR NEA
4014_IMAGEM E LITERATURA
4015_ESTUDOS DE INTERMIDIALIDADE
4016_LITERATURA E TECNOLOGIA DIGITAL
4017_ESCRITA DE SI – AUTOFICÇÃO
4018_ESCRITA CRIATIVA I
4019_ESCRITA CRIATIVA II
4020_TÓPICOS DE LEITURA I
4021_TÓPICOS DE LEITURA II
4022_TÓPICOS DE LEITURA III


Disciplina: TEORIA E ESTUDOS LITERÁRIOS

Código: 4001
Carga horária: 60h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Abordagem de estudos que focalizam o fenômeno literário em diversas áreas do conhecimento, tais como filosofia, história, antropologia, cinema, linguística, entre outras. Focalizam-se especificidades estéticas da literatura, relacionadas não somente com elementos constitutivos do texto, como também com aspectos do contexto histórico-social em que é produzida. Assim, a arte, sobretudo a literatura, é motivo para reflexões, com ênfase na produção contemporânea.

Bibliografia:
BARTHES, Roland. Crítica e verdade. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Perspectiva, 1970.
BERGSON, Henri. Matéria e vida: textos escolhidos. Tradução de Cláudia Berliner. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.
BLANCHOT. Maurice. O espaço literário. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.
CAILLOIS, Roger. O homem e o sagrado. Tradução de Geminiano Cascais Franco. Lisboa: Edições 70, 1988.
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. São Paulo: Editora Nacional, 1967.
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. São Paulo: Graal, 1988.
DUMÉZIL, Georges. Do mito ao romance. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
ECO. Umberto. A definição da arte. Tradução de Eliana Aguiar. 1. ed. Rio de Janeiro: Record, 2016.
ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. Tradução de Rogério Fernandes. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
FOUCAULT, Michel. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Tradução de Inês Autran Dourado Barbosa. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013.
HEGEL, G. W. F. Curso de estética: o belo na arte. Tradução de Orlando Ribeiro e Álvaro Vitorino. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.
INGARDEN, Roman. A obra de arte literária. Tradução de Albin E. Beau, Maria da Conceição Puga e João F. Barrento. 3. ed. Lisboa: Fundação Celeste Gulbenkian, 1965.
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. Tradução de Johannes Kretschmer. São Paulo: Editora 34, 1996.
JAUSS, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária. Tradução de Sérgio Tellaroli. São Paulo: Ática, 1994.
LIMA, Luiz Costa. O controle do imaginário: razão e imaginação nos tempos modernos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.
______. Sociedade e discurso ficcional. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
LIPOVETSKY, Gilles; SERROY, Jean. A estetização do mundo: viver na era do capitalismo artista. Tradução de Eduardo Brandão. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
NASCIMENTO, Evando. Derrida e a literatura: “notas” de literatura e filosofia nos textos da desconstrução. 3. ed. Rio de Janeiro: É Realizações, 2015.
ROCHA, João Cezar de Castro (Org.). Teoria da ficção: indagações à obra de Wolfgang Iser. VII Colóquio Uerj. Rio de Janeiro: Editora Uerj, 1999.
SANT’ANNA, Afonso Romano de. Análise estrutural de romances brasileiros. 1. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2012.


Disciplina: TEORIAS DA NARRATIVA

Código: 4002
Carga horária: 60h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Reflexão sobre formulações teóricas e manifestações críticas suscitadas pela narrativa ficcional do início do século XX até os dias de hoje. Discussão sobre teorias estruturalistas e pós-estruturalistas: partindo da discussão do formalismo russo e do new criticism, explorar várias abordagens críticas da literatura (que deslocaram as leituras críticas centradas na biografia do autor e na história como acontecimento), tais como a crítica genética, a crítica psicológica ou psicanalítica, os estudos de gênero, a estética da recepção, o novo historicismo, o desconstrucionismo, a teoria queer, etc.

Bibliografia:
BARTHES, Roland. O grau zero da escritura. Tradução de Anne Arnichand e Alvaro Lorencini. São Paulo: Cultrix, 1971.
______. O prazer do texto. São Paulo: Perspectiva, 1977.
BARTHES, Roland et al. Análise estrutural da narrativa. 2. ed. Tradução de Maria Zélia B. Pinto. Petrópolis: Vozes, 1971.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
CULLER, Jonathan. Sobre a desconstrução: teoria e crítica do pós-estruturalismo. Tradução de Patrícia Burrowes. Rio de Janeiro: Record, 1997.
______. Teoria literária: uma introdução. Tradução de Sandra G. T. Vasconcelos. São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999.
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
ECO, Umberto. Os limites da interpretação. São Paulo: Perspectiva, 1995.
______. Seis passeios pelo bosque da ficção. Trad. Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
______. Sobre a literatura. Trad. Sulla Letteratura. São Paulo; Record, 2003.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. 5. ed. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. Rio de Janeiro: Forense Universitária,1997.
______. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Tradução de Salma Tannus Muchail e Roberto Cortes de Lacerda. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
GALLAGHER, Catherine; GREENBLATT, Stephen. A prática do novo historicismo. São Paulo: EDUSC, 2005.
GENETTE, Gerard. Discurso da narrativa. Tradução de Fernando Cabral Martins. Lisboa: Vega, s/d.
HOLLANDA, Heloisa Buarque (Org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
HUMPHREY, Robert. O fluxo da consciência. São Paulo: Editora McGraw-Hill do Brasil, 1976.
HUTCHEON, Linda. Poéticas do pós-modernismo. Tradução de Ricardo Cruz. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1991.
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. 2 v. Tradução de Johnes Kretschmer. São Paulo: Editora 34, 1996.
JAUSS, Hans Robert. A literatura e o leitor: textos da estética da recepção. Coordenação e tradução de Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
LIMA, Luiz Costa (Org.). A literatura e o leitor. Rio Janeiro: Paz e Terra, 1979.
______. Teoria da literatura em suas fontes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. 2 v.
MURFIN, Ross C. (Ed.). Joseph Conrad Heart of Darkness: A Case Study in Contemporary Criticism. New York: St. Martin’s Press, 1989.
REICHMANN, B. T. (Org.). Relendo Lavoura Arcaica. Curitiba: Editora Beatrice, 2007.
SALLES, Cecília Almeida. Crítica genética: uma introdução. São Paulo: EDUC, 2000.
SANTIAGO, Silvano. Nas malhas da letra. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.
TADIÉ, Jean-Yves. A crítica literária no século XX. Rio de Janeiro: Editora Bertrand do Brasil, 1992.
VARIOS AUTORES. Análise estrutural da narrativa. Rio de Janeiro: Vozes, 2008.
ZOLIN, Lúcia Ozana; BONNICI, Thomas (Org.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. 2. ed. Maringá: UEM, 2004.


Disciplina: TEORIAS DO TEATRO

Código: 4003
Carga horária: 60h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: A disciplina abrange tanto o estudo e a reflexão crítica sobre as principais teorias do teatro ocidental, do drama ao pós-dramático, como a análise e problematização de textos teatrais representativos de diferentes períodos históricos que rompem com os conceitos das poéticas clássicas de raiz aristotélica e hegeliana. Aborda, também, tópicos específicos voltados à investigação de especificidades do fenômeno cênico que tendem a variar segundo as flutuações do Zeitgeist.

Bibliografia:
ARISTÓTELES; HORÁCIO; LONGINO. A poética clássica. Tradução de Jaime Bruna. São Paulo: Cultrix, 2005.
ARTAUD, A. O teatro e seu duplo. Tradução de Teixeira Coelho. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
BORIE, M.; ROUGEMENT, M.; SCHERER, J. (Org.). Estética teatral: textos de Platão a Brecht. Tradução de Helena Barbas. Lisboa: Fundação Kalouste Gulbenkian, 1982.
BRECHT, B. Estudos sobre o teatro. Tradução de Fiama Pais Brandão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
CAMATI, A. S. Vozes narrativas no espaço cênico: o pós-dramático em (A)tentados, de Martin Crimp. Artefilosofia, Ouro Preto, n. 7, p. 158-166, out. 2009 (Dossiê teatro: Paisagens pós-dramáticas e outras poéticas da cena contemporânea).
CARLSON, M. Teorias do teatro: estudo histórico-crítico dos gregos à atualidade. Tradução de Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Editora da UNESP, 1997.
CLARK, Barret H. European theories of the drama. New York: Crown Publishers, 1965.
COSTA, I. C. A hora do teatro épico no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
PATRIOTA, Rosangela. O pós-dramático na dramaturgia. In: GUINSBURG, J.; FERNANDES, S. (Org.). O pós-dramático: um conceito operativo? São Paulo: Perspectiva, 2008, p. 43-57.
JAMESON, F. Brecht e a questão do método. Tradução de Maria Sílvia Betti. São Paulo: Cosac & Naify, 2013.
KOUDELA, I. D. Brecht na pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2001.
______. A exceção e a regra – oficinas pedagógicas com jovens. In: ______. Texto e jogo: uma didática brechtiana. São Paulo: Perspectiva, 1999, p. 61-79.
LEHMANN, H. Teatro pós-dramático. Tradução de Pedro Süssekind. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
______. Teatro pós-dramático e teatro político. Sala Preta: Revista do Departamento de Artes Cênicas. São Paulo: ECA-USP, n. 3, p. 9-19, 2003.
LENZ, J. M. R. Notas sobre o teatro; GOETHE, J. W. Regras para atores. Tradução Fátima Saadi. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2003.
MINYANA, P. A escrita teatral. Tradução de W. Anthony Alano e Stephan A. Baumgärtel. Urdimento: Revista de Estudos em Artes Cênicas, v. 1, n. 24, p. 216-223, jul. 2015.
PAVIS, P. Dicionário de teatro. Tradução de J. Guinsburg e Maria Lúcia Pereira. São Paulo: Perspectiva, 1999.
ROSENFELD, A. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 2008.
______. Shakespeare e o pensamento renascentista. In: ______. Texto/Contexto. São Paulo: Perspectiva, 1976.
ROUBINE, J. J. Introdução às grandes teorias do teatro. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
SARRAZAC, J. P. O futuro do drama: escritas dramáticas contemporâneas. Tradução de Alexandra Moreira da Silva. Porto: Campo das Letras, 2002.
SARRAZAC, J. P. (Org.). Léxico do drama moderno e contemporâneo. Tradução de André Telles. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
SZONDI, P. Teoria do drama burguês. Tradução de Luiz Sérgio Repa. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
______. Teoria do drama moderno. Tradução de Luiz Sérgio Repa. São Paulo: Cosac Naify, 2001.


Disciplina: TEORIAS DA POESIA

Código: 4004
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudo das diferentes concepções de Poesia, em suas diversas vertentes teóricas, linhas e estéticas, formadoras e divulgadoras da poesia moderna, a partir das concepções pré-Aristotélicas e clássicas, até as concepções modernas (empirismo, transcendentalismo, realismo, idealismo, simbolismo) e pós-modernas. Estudo das doutrinas acerca da natureza da Poesia: suas características miméticas, pragmáticas, expressivas e objetivas, bem como sua alogicidade, a-historicidade, a-narratividade. Distinção entre prosa e poesia. Relações entre Crítica Literária e Poética, entre Poética e Criação. Usos da Teoria da Poesia. Estudo analítico de textos poéticos representativos.

Bibliografia
ADORNO, Theodor. Notas de literatura. São Paulo: Tempo Brasileiro, 1991.
BARBOSA, João Alexandre. A metáfora crítica. São Paulo: Perspectiva, 1974.
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix, 1977.
______. Leitura de poesia. São Paulo: Ática, 2003.
CANDIDO, Antonio. Na sala de aula. São Paulo: Ática, 1989.
COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2003.
CULLER, Jonathan. Teoria literária: uma introdução. São Paulo: Beca, 1999.
D’ONOFRIO, Salvatore. Teoria da lírica: Elementos estruturais do poema. Formas e exemplos de liricidade. In: ______. Teoria do texto 2. São Paulo: Ática, 2003.
EIKHENBAUM et alii. Teoria da literatura: formalistas russos. Porto Alegre: Globo, 1971.
ELIOT, T. S. Ensaios. São Paulo: Art Editora, 1989.
FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. São Paulo: Duas Cidades, 1991.
HEGEL, J.F.W. Estética: poesia. Lisboa: Guimarães Editores, 1964.
GRAGOATÁ, Revista do Instituto de Letras. A poesia e a prosa do mundo. vol.15, no. 28. Niterói: Universidade Federal Fluminense. ISSN: 1413-9073
ITINERÁRIOS, Revista de Literatura. vol.28, 2009. A poesia que conta histórias. Araraquara: UNESP. ISSN 0103-815X.
JAKOBSON, Roman. Linguística e poética. In: _____. Linguística e Comunicação. São Paulo: Cultrix, 1989.
KAYSER, Wolfgang. Análise e interpretação da obra literária. Coimbra: Armênio Amado, 1970. 2.vol.
LEVIN, Samuel. Estruturas linguísticas em poesia. São Paulo: Cultrix, USP, 1975.
LIMA, Luiz Costa (org.). Teoria da literatura em suas fontes. vol. 1. Rio: Civilização Brasileira, 2002.
NUNES, Benedito. Hermenêutica e poesia. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999.
PAZ, Octavio. O arco e a lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.
POÉTIQUE n. 28. O discurso da poesia. Coimbra: Livraria Almedina, 1982.
PFEIFFER, Johannes. Introdução à Poesia. Lisboa: Publicações Europa-América, 1964.
STAIGER, Emil. Conceitos fundamentais da poética. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1972.
TELLES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. Petrópolis: Ed. Vozes, 2009.


Disciplina: METODOLOGIA DA PESQUISA ACADÊMICA

Código: 4005
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Esta disciplina visa a trabalhar a metodologia de pesquisa e as normas para a escrita de trabalhos acadêmicos: projetos de pesquisa, artigos, dissertação e tese. Partindo da leitura de textos teóricos sobre o assunto, das Normas da ABNT, das normas específicas de periódicos de letras e das normas da instituição para escrita da dissertação e da tese, analisar-se-á artigos acadêmicos publicados em periódicos de Letras, dissertações de mestrado e teses de doutorado que se destacaram no meio acadêmico da área.

Bibliografia:
AGUIAR, Vera Teixeira de; PEREIRA, Vera Wannmacher. Pesquisa em Letras. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências bibliográficas NBR 6023. Rio de Janeiro, 2002.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
CERVO, A. L.; SILVA, R.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Prentice Hall do Brasil, 2006.
DMITRUCK, H. B. (Org.) Diretrizes de metodologia científica. Chapecó: Argos, 2001.
DURÃO, Fábio Akcelrud. Reflexões sobre a metodologia de pesquisa nos estudos literários. DELTA, São Paulo, v. 31, p. 377-390, ago. 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0102-445014919759499939.
ECO, U. Como se faz uma tese. 18. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.
GIBALDI, Joseph. MLA Handbook for Writers of Research Papers. 5. ed. New York: The Modern Language Association of America, 1999.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
IMAÑA ENCINAS, J.; COSTA, A. F. O trabalho científico. Brasília: UnB, 1990.
ISANDAR, I. J. Normas da ABNT: comentadas para trabalhos científicos. 2. ed. Curitiba: Juruá, 2003.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Técnicas de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas. 2006.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane; TARDELLI, Lilia Santos Abreu. Trabalhos de pesquisa. Diários de leitura para a revisão bibliográfica. São Paulo: Parábola, 2007.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia Científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
MARGARIDA, A. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. 7. ed. São Paulo: Atlas. 2005.
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS, v. 1 e 2. Curitiba: Editora UFPR, 2000.
REA, L.; PARKER R. Metodologia de pesquisa: do planejamento à execução. São Paulo: Pioneira Thomson, 2000.
REY, L. Planejar e redigir trabalhos científicos. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1997.
RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar referência bibliográfica. 5. ed. Coleção Metodologias, v. 1. São Paulo: Humanitas, 2005.
______. Como elaborar citações e notas de rodapé. 5. ed. Coleção Metodologias, v. 2 São Paulo: Humanitas, 2005,
______. Como elaborar e apresentar monografias. 5. ed. Coleção Metodologias, v. 3 São Paulo: Humanitas, 2005,
RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 32. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.
RUIZ, J. A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
SALVADOR, A. D. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. 11. ed. Porto Alegre: Sulina. 1986.
SERRA NEGRA, C. A.; SERRA NEGRA, E. Manual de trabalhos monográficos de graduação, especialização, mestrado e doutorado. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
STOLTENBERG, C. H.; WARE, K. D.; MARTY, R. J.; WRAY, R. D.; WELLONS, J. D. Planning research for resource decisions. Ames: Yowa State University Press, 1970.
VAN WAGENERN, K. Writing a thesis: substance and style. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1991.


Disciplina: CRÍTICA CULTURAL

Código: 4006
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: A disciplina trata dos conceitos e dos fundamentos da crítica cultural, tendo como origem as visões clássica e romântica da cultura. São apresentadas as abordagens marxista, pós-colonial e decolonial de crítica cultural, bem como a crítica feminista e os estudos das masculinidades. Tais correntes de pensamento crítico também são observadas em relação ao cinema, às artes visuais, à arquitetura, à moda e aos produtos midiáticos. A disciplina discute ainda alguns métodos de análise e de crítica cultural, como a análise do discurso, a semiótica e a semiologia.

Bibliografia:
BAGGIO, A. T. O vestido de Anna Terzi. Revista D[O]bras, v.6, p.86-93, 2013.
BHABHA, Homi K. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
BARTHES, Roland. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino e Pedro de Souza. 11. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
_______. A aventura semiológica. Lisboa: Edições 70, 1985.
BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
CANCLINI, Néstor Garcia. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. 2. ed. Tradução de Ana Regina Lessa; Heloísa Pezza Cintrão. São Paulo: Edusp, 1998.
CULLER, Jonathan. Sobre a desconstrução. Tradução de Patricia Burrowes. Rio de Janeiro: Ed. Rosa dos Tempos, 1997.
EGGENSPERGER, Klaus. Estudos culturais e literatura. Revista X, v. 2, p. 51-70, 2010.
FLOCH, Jean-Marie. Visual identities. Tradução de Pierre Van Osselaer e Alec McHoul. New York: Continuum, 2000.
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das Ciências Humanas. Tradução de Salma Tannus Muchail e Roberto Cortes de Lacerda. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
KEEN, Andrew. O culto do amador: como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
GRUNDMANN, ROY. Retorno a Brokeback Mountain. In: PENTEADO, Fernando Marques; GATTI, José (Org.). Masculinidades: teoria, crítica e artes. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2011
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Modernização dos sentidos. Tradução de Lawrence Flores Pereira. Rio de Janeiro: Editora 34, 1998.
JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Tradução de Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ed. Ática, 1996.
LEYVA, M. J. S.; OLAIZOLA, A. R. (Coord.) Crítica feminista y comunicación. Sevilla/Zamora: Comunicación Social Ediciones y Publicaciones, 2007.
MACHADO, Irene. Sobre os sistemas de signos da cultura. In: BATISTA, M. de F. B. de M.; RASTIER, F. Semiótica e cultura: dos discursos aos universos construídos. João Pessoa: Editora da UFPB, 2015.
MARTIN-BARBERO, Jesus. Dos meios às mediações. Tradução de Ronald Polito e Sérgio Alcides. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2003.
MARTINS, Maria Helena (Org.). Rumos da crítica. São Paulo: Editora Senac; Itaú Cultural, 2000.
MERQUIOR, José Guilherme. Arte e sociedade em Marcuse, Adorno e Benjamin. Rio de Janeiro: Ed. Tempo Brasileiro, 1969.
SAMAIN, E. (Org.). Como pensam as imagens. Campinas: Editora da Unicamp, 2012.
SANCHES, Tatiana Amendola (Org.). Estudos culturais: uma abordagem prática. São Paulo: Editora Senac SP, 2011.
SANTIAGO, Silviano. Vale quanto pesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
SOUZA, Eneida Maria de. Tempo de pós-crítica. Cadernos de Pesquisa, Belo Horizonte, Ed. UFMG, n.20, nov. 1994.
TATIT, Luiz. Questões do gosto no Banquete de Mário de Andrade. In: LANDOWSKI, E.; FIORIN, J. L. O gosto da gente, o gosto das coisas: abordagem semiótica. São Paulo: Educ, 1997.
TÜRCKE, Christoph. Sociedade excitada: filosofia da sensação. Tradução de Antonio A. S. Zuin; Fabio A. Durão; Francisco C. Fontanella; Mario Frungillo. Campinas: Editora Unicamp, 2010.
WILLIAMS, Raymond. Marxismo e literatura. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.


Disciplina: PASSAGENS DA MODERNIDADE

Código: 4007
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa:
Reflexão sobre a filosofia na pós-modernidade, a dificuldade de sua especificação. A exacerbação da racionalidade advinda da filosofia crítica e da noção de sujeito na modernidade. A quebra das grandes narrativas. As várias formas de se problematizar a pós-modernidade, a questão da verdade, a questão do corpo. As mudanças nas representações das “coisas” e como estas mudanças se efetuaram. A relação entre a filosofia e as artes, e mais especificamente a literatura. Estudo das poéticas na pós-modernidade.

Bibliografia:
ANDERSON, Perry. As origens da pós-modernidade. Tradução de Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999.
BHABHA, Homi. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila, Eliana L. Reis e Gláucia R. Gonçalves. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Tradução de Mauro Gama e Cláudia M. Gama. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
________. Modernidade líquida. Tradução de Plinio Dentzien. Rio de Janeiro: Zaar, 2004.
CANCLINI, Nestor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. Tradução de Ana Regina Lessa e Heloísa Pezza Cintrão. São Paulo: Edusp, 1998.
COELHO, Teixeira. Moderno pós-moderno. São Paulo: Iluminuras, 2001.
CONNOR, Steven. Cultura pós-moderna: introdução às teorias do contemporâneo. Tradução de Adail Ubirajara Sobral e Marai Stela Gonçalves. São Paulo: Loyola, 1989.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. São Paulo: Contraponto Editora, 1997.
EAGLETON, Terry. As ilusões do pós-modernismo. Tradução de Elisabeth Barbosa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
_______. Depois da Teoria. Tradução de Maria Lucia Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
_______. Walter Benjamin. O hacia uma critica revolucionaria. Madrid: Cátedra, 1998.
FREYRE, Gilberto. Além do apenas moderno: sugestões em torno de possíveis futuros do homem, em geral, e do homem brasileiro. Rio de Janeiro: UniverCidade, 2001.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Modernização dos sentidos. Tradução de Lawrence Flores Pereira. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1998.
_______. Produção de presença. Tradução de Ana Isabel Soares. Rio de Janeiro: Contraponto, 2013
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. São Paulo: DPA, 2006.
HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo. Tradução de Jaime Bruna. Rio de Janeiro: Imago, 1988.
JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Tradução de Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1996.
KAPLAN, E. Ann (Org.). O mal-estar no pós-modernismo: teorias e práticas. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.
LATOUR, Bruno. Nunca fomos modernos. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1991.
LYOTARD, Jean-François. O pós-moderno. Tradução de Ricardo Corrêa Barbosa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.
NIETZSCHE, Friedrich. O Nascimento da tragédia. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Schwarcz, 1992
REYNOSO, Carlos. Apogeo y decadência de los estudios culturales. Barcelona: Editorial Gedisa, 2000.
ROUANET, Sergio Paulo. As razões do Iluminismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
SEIDEL, Roberto Henrique. Do futuro do presente ao presente contínuo: modernismo vs. pós-modernismo. São Paulo: Annablume, 2001.


Disciplina: POÉTICAS E POLÍTICAS AFRO-AMERICANAS

Código: 4008
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudo de textos teóricos e narrativos centrados em princípio sobre a dupla consciência do negro dividido entre dois mundos, fonte de alteridade em experiências colonialistas e pós-colonialistas na África, nas Américas e no Caribe. Teorias da crítica literária negra anglófona e francófona. A criação literária no mundo pós-colonial luso-brasileiro. Reflexão crítica a partir da avaliação do estado da arte dos conceitos de literatura negra e de literatura afro-brasileira: aspectos de temática, autoria, resgate da história não-oficial e das tradições negras, e marcas da herança cultural africana na linguagem, na criação literária de afrodescendentes e/ ou sobre a diáspora negra no Brasil.

Bibliografia:
AZEVEDO, M. M. A escrevivência na literatura feminina da diáspora negra. In: MACHADO, R.V. (Org.) Panorama da literatura negra ibero-americana. Curitiba: Imprensa UFPR, 2015, p. 324-359.
______. The nonessential victim in a persecution text: A reading of Toni Morrison’s The Bluest Eye. Tese (Doutorado)–Departamento de Letras Modernas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
BAKER, H. A. Blues. Ideology and Afro-American literature: a vernacular theory. Chicago: University of Chicago Press, 1984.
BERND, Z. Introdução à literatura negra. São Paulo: Brasiliense, 1988.
BROOKSHAW, D. Raça e cor na literatura brasileira. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983.
Cadernos Negros. Série. Produção literária de autores negros brasileiros. 1978-2014.
CESÁRIO. I. L. Ventos do apocalipse de Paulina Chiziane e Ponciá Vicêncio de Conceição Evaristo: laços africanos em vivências femininas. Tese (Doutorado)–Departamento de Letras Modernas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
CUNHA, O. M. G.; GOMES, F. S. (Org.). Quase-cidadão: histórias e antropologia da pós-emancipação no Brasil. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2007.
DU BOIS, W. E. B. As almas da gente negra. Tradução de Heloísa Toller Gomes. Rio de Janeiro: Lacerda, 1990.
DUARTE, E. de A. (Org.). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
______. Literatura afro-brasileira: 100 autores do século XVIII ao XX. Rio de Janeiro: Pallas, 2014.
______. O bildungsroman afro-brasileiro de Conceição Evaristo. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 14, n. 1, 2006.
EVARISTO, C. Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade. Dissertação (Mestrado)–Departamento de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1996.
______. Literatura negra: uma voz quilombola na literatura brasileira. In: PEREIRA, E. de A. (Org.). Um tigre na floresta de signos: estudos sobre poesia e demandas sociais no Brasil. Belo Horizonte: Mazza, 2010.
Escrevivências da afro-brasilidade: história e memória. Releitura, Belo Horizonte, n. 23, nov. 2008.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de R. da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.
FONSECA, M. N. S. Literatura negra, literatura afro-brasileira: como responder essa polêmica. In: SOUZA, F.; LIMA, M. N. (Org.). Literatura afro-brasileira. Centro de Estudos afro-orientais. Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006.
GATES, H. L. Black literature & literary theory. London: Routledge, 1984.
GILROY, P. O Atlântico negro. Modernidade e dupla consciência. Tradução de C. K. Moreira. Rio de Janeiro: Editora 34, 2001.
IANNI, O. Literatura e consciência. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, edição Comemorativa do Centenário da Abolição da Escravatura, São Paulo, n. 28, 1988.
LOBO, L. Negritude e literatura. In: ______. Crítica sem juízo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993.
MACHADO, R.V. (Org.) Panorama da literatura negraIbero-Americana. Curitiba: Editora da UFPR, 2015.
MORRISON, T. Playing in the dark: whiteness and the literary imagination. New York: Vintage Books, 1990.
MUNANGA, K. Estratégias e políticas de combate à discriminação racial. São Paulo: Ed. USP, 1996.
OJO-ADE, Femi. O Brasil, paraíso ou inferno para o negro? Subsídios para uma nova negritude. In: BARCELAR, J.; CARDOSO, C. (Org.). Brasil, um país de negros? Rio de Janeiro: Pallas/Ceao, 1999, p. 35-50.
PALMEIRA, F. S. Vozes femininas nos Cadernos Negros: representações de insurgência. 2010. Dissertação (Mestrado)–Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2010.
PHILLIPS, C. A new world order. New York: Random House, 2011.
PROENÇA FILHO, D. A trajetória do negro na literatura brasileira. Estudos Avançados. Revista do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, v. 18, n. 50, jan./abr. 2004.
______. Memória e performance nas culturas afro-brasileiras. In: ALEXANDRE, M. A. (Org.). Representações performáticas brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. Belo Horizonte: Mazza, 2007.
SILVA, D. A. Espaço, memória e agência em Ponciá Vicêncio. Antares, v. 3, n. 6, julho/dez 2011.
TYSON, L. Using concepts from postcolonial theory to understand literature. In: ______. Learning for a diverse world. London: Routledge, 2001, p. 189-230.
Buscar na Internet para as aulas.
Callaloo, a Journal of African-American and African Arts and Letters, v. 18, n. 4, 1995 – Special Issue, African-Brazilian Literature, Johns Hopkins University.


Disciplina: LINGUAGENS DA ALTERIDADE

Código: 4009
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudo de textos teóricos e narrativos que trabalham o conceito de alteridade como resultado da oposição entre um “eu” subjetivo, centro da experiência pessoal, e a construção como “outro” de tudo o que lhe é estranho. A oposição básica eu/outro, expressa também como centro/margem, dominante/silenciado, colonizador/colonizado, é examinada em questões de classe social e etnia. A categoria da alteridade como representação dos marginalizados, deslocados e diaspóricos. A literatura pós-colonial como mediação e resistência, e os discursos críticos pós-coloniais que enfatizam a alteridade como domínio da identificação psíquica, social e política.

Bibliografia:
ABDALA JR., B. (Org.). Margens da cultura. Mestiçagem, hibridismo e outras misturas. São Paulo: Boitempo, 2004.
AHMAD, A. Teoria literária e literatura do terceiro mundo: alguns contextos. In: ______. Linhagens do presente. Ensaios. Tradução de Sandra G. T. Vasconcelos. São Paulo: Boitempo, 2002.
ALMEIDA, M. V. Antropologia, pós-colonialismo e o caso lusófono. In: BASTOS, C.; ALMEIDA, M. V.; BRANCO, B. F. (Org.). Trânsitos coloniais. Diálogos críticos luso-brasileiros. Campinas: Unicamp, 2007, p. 27-43.
APPIAH, K. A. Na casa de meu pai. A África na filosofia da cultura. Tradução de V. Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
ASHCROFT, B.; GRIFFITHS, G.; TIFIN, H. The Empire writes back. Theory and Practice in Post-Colonial Literatures. London: Routledge, 1991.
______. (Ed.). The Postcolonial Studies Reader. London: Routledge, 1997.
BALDWIN, D.; QUINN, P. J. An anthology of colonial and postcolonial short fiction. London: Houghton Mifflin, 2007.
BELLEI, S. L. P. Nacionalidade e literatura: os caminhos da alteridade. Florianópolis: UFSC, 1999.
BHABHA, H. K. A questão do “outro”: diferença, discriminação e o discurso do colonialismo. In: HOLLANDA, H. B. de (Org.). Pós-modernismo e política. Rio de Janeiro: Rocco, 1991, p. 177-203.
_____ . O local da cultura. Tradução de M. Ávila, E. L. L. Reis e G. R. Gonçalves. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
BONNICI, T.; ZOLIN, L. O. (Org.) Teoria literária. Abordagens históricas e tendências contemporâneas. Maringá: EDUEM, 2003.
BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
CANEVACCI, M. (Org.). Dialética do indivíduo: o indivíduo na natureza, história e cultura. Tradução de C. N. Coutinho. São Paulo: Brasiliense, 1981.
CHOMSKY, N. A luta de classes. Entrevistas a David Barsamian. Tradução de D. Batista. Porto Alegre: Artes Médias Sul, 1999.
CONRAD, J. Coração das trevas. Tradução de C. M. Paciornik. São Paulo: Abril, 2010.
CORACINI, M. J. Identidade & discurso. Campinas: Editora Unicamp, 2003.
DOCHERTY, T. Alterities: criticism, history, representation. Oxford: Clarendon Press, 1996.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de R. Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.
FIGUEIREDO, E. (Org.). Conceitos de literatura e cultura. Juiz de Fora: UFJF, 2005.
GIDDENS, A. Modernidade e identidade. Tradução de P. Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
GILROY, Paul. O Atlântico negro. Modernidade e dupla consciência. Tradução de C. K. Moreira. Rio de Janeiro: Editora 34, 2001.
HALL, S. Identidades culturais na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
______. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
HOGAN, P. C. Colonialism and cultural identity. Crises of tradition in the Anglophone literatures of India, Africa and the Caribbean. New York: State of New York Un. Press, 2000.
HUGGAN, G. The post-colonial exotic. Marketing the margins. London and New York: 2001.
LANDOWSKI, Eric. Presenças do outro: ensaios de sociossemiótica. Tradução de M. A. L. de Barros. São Paulo: Perspectiva, 2002.
LAZARUS, N. (Ed.). The Cambridge Companion to postcolonial literary studies. Cambridge: Cambridge Un. Press, 2004.
NAIR, R. B. Lying on the postcolonial couch. The idea of indifference. Minneapolis: Un. of Minnesota Press, 2002.
PHILLIPS, C. A new world order. Essays. New York: Vintage, 2001.
RUSHDIE, S. Imaginary homelands. Essays and criticism 1981-1991. New York: Penguin, 1991.
SAID, Edward. Orientalismo. O oriente como invenção do ocidente. Tradução de T. R. Bueno. São Paulo: Cia. das Letras, 2001.
SAMUELS, R. Writing prejudices: the psychoanalysis and pedagogy of discrimination from Shakespeare to Toni Morrison. New York: State University of New York, 2001.
SILVA, T. T.; HALL, S.; WOODWARD, K. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2004.
TAYLOR, C. As fontes do self: a construção da identidade moderna. Tradução de Adail U. Sobral e D. A. Azevedo. São Paulo: Loyola, 1997.
YOUNG, R. J. C. Desejo colonial. Hibridismo em teoria, cultura e raça. Tradução de S. Medeiros. São Paulo: Perspectiva, 2005.


Disciplina: ESTUDOS DE GÊNERO

Código: 4010
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudo das construções de gênero na literatura e na cultura. Gênero versus sexo e seus impasses na crítica e na teoria feminista. A categoria mulher e suas implicações para os estudos feministas e de gênero. Vertentes da teoria e da crítica feministas: ginocrítica, crítica marxista e crítica psicanalítica. O gênero como categoria de análise nos estudos literários: impasses e problematizações. Políticas e poéticas das identidades: Judith Butler e a teoria queer. Representações de gênero no espaço escolar e na cultura de massa. Masculinidades: um impasse teórico.

Bibliografia:
ALÓS, Anselmo Peres. Raízes e rumos: 25 anos de institucionalização da crítica literária feminista na pós-graduação brasileira. Cadernos Pagu: Campinas, n. 41, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332013000200023&lng
BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980 [1949].
BROD, Harry; KAUFMAN, Michael (Ed.). Theorizing masculinities. London: Sage, 1994.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.
CAMATI, Anna Stegh. Questões de gênero e sexualidade na época e na obra de Shakespeare. Scripta Uniandrade, Curitiba, v. 12, n. 2, 2014, p. 103-115. Disponível em: http://uniandrade.br/revistauniandrade/index.php/ScriptaUniandrade/article/view/523/340.
DUARTE, Constância Lima et al. (Org.). Gênero e representação: teoria, história e crítica. Belo Horizonte: FALE, UFMG, 2002, p.45-59.
FLAX, Jane. Pós-modernismo e relações de gênero na teoria feminista. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (Org.). Pós-modernismo e política. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
FUNCK, Susana Bornéo. Da questão da mulher à questão do gênero. In: ______. Trocando ideias sobre a mulher e a literatura. Florianópolis: UFSC, 1994.
GALLOP, Jane. Reading the Mother Tongue: Psychoanalytic Feminist Criticism. Critical Inquiry, n. 13, 1987. Disponível em: http://www.journals.uchicago.edu/doi/pdfplus/10.1086/448392
HAWKESWORTH, Mary. A semiótica de um enterro prematuro: o feminismo em uma era pós-feminista. Tradução de Maria Isabel de Castro Lima. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 14, n. 3, 2006, p. 737-763. Disponível em: www.scielo.br/pdf/ref/v14n3/a10v14n3.pdf
HOLLANDA, Heloísa Buarque de (Org.) Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
______. O estranho horizonte da crítica feminista no Brasil. In: SUSSEKIND, Flora; DIAS, Tania; AZEVEDO, Carlito (Org.). Vozes femininas: gênero, mediações e práticas e escrita. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2003.
LOPES, Luiz Paulo da Moita. Discurso como ação: construindo a identidade social de sexualidade. In: ______. Identidades fragmentadas: a construção discursiva de raça, gênero e sexualidade em sala de aula. Campinas: Mercado das Letras, 2006.
LOURO, Guacira Lopes. Educação e gênero: a escola e a produção do masculino e do feminino. In: SILVA, Luiz Heron; AZEVEDO, José Clóvis. Reestruturação curricular. Petrópolis: Vozes, 1995.
MATOS, Maria Izilda S. de; SOIHET, Rachel (Org.). O corpo feminino em debate. São Paulo: Editora da UNESP, 2003.
MOI, Toril. Sexual Textual Politics: Feminist Literary Theory. London: Routledge, 1985.
PRZYBYCIEN, Regina. Representações de gênero na literatura: do feminismo ao gênero plural. In: RICHARD, Nelly. Intervenções críticas: arte, cultura, gênero e política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.
QUEVEDO, Cristian Abreu. A homoafetividade no romance Bom-Crioulo de Adolfo Caminha: uma leitura crítica a partir de questões de gênero e sexualidade. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária)–Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba, 2017.
SCHMIDT, Rita Terezinha. Refutações ao feminismo: (des)compassos da cultura letrada brasileira. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 14, n. 3, 2006, p. 765-799, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ref/v14n3/a11v14n3.pdf Acesso em: 16/11/2016.
SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 5-22, 1990.
SCHPUN, Mônica Raisa (Org.). Masculinidades. São Paulo: Editora Boitempo/Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2004.
______. A literature of their own. British women novelists from Brontë to Lessing. Princeton: Princeton University Press, 1999.
SMITH, Cristiane Busato. Representações da Ofélia de Shakespeare na Inglaterra vitoriana: um estudo interdisciplinar. 225f. Tese (Doutorado)–Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007.
WOOLF, Virginia. Um teto todo seu. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985 [1929].
XAVIER, Elódia. Declínio do patriarcado. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1998.


Disciplina: POÉTICAS DA MODERNIDADE

Código: 4011
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudo das poéticas fundadoras da modernidade. Relação entre o texto de criação e o texto teórico e crítico. Produção teórica e crítica no discurso literário. A partir da obra e das reflexões dos fundadores da modernidade (Baudelaire e Flaubert), pretende-se lançar um olhar sobre as bases que fundam essa nova poética, ou seja, como o moderno vira modernidade e depois modernismo – e o que o estrutura. A seguir, estudar-se-á como a modernidade oitocentista deságua nas vanguardas e neovanguardas do século XX e como, a partir do último quartel do século, começa-se a se assistir a certo fastio do moderno. O pós-modernismo seria a expressão desse fastio ou apenas mais uma manifestação do (ultra)moderno? Enfim, discutir-se-á, com o auxílio de pensadores como Walter Benjamin, Giorgio Agamben e Pierre Bourdieu, quais são os desafios, o alcance e os limites da literatura e das artes em tempos (pós)modernos – tanto no centro quanto na periferia do sistema-mundo.

Bibliografia:
AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.
BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
_____. Meu coração desnudado. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.
_____. Pequenos poemas em prosa. 4 ed. Rev. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
_____. O pintor da vida moderna. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio D’Água, 1991.
BAUMAN, ZYGMUNT. Mal-estar na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
BENJAMIN, Walter. Baudelaire e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
BÜRGUER, Peter. Teoria da vanguarda. São Paulo: Cosac Naify, 2008.
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
CALASSO, Roberto. A folie Baudelaire. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Tradução de Diogo Mainardi. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
______. Por que ler os clássicos. São Paulo: Cia. das Letras, 1996.
______. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
______. Se um viajante numa noite de inverno. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1982.
______. O castelo dos destinos cruzados. Tradução de Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
CAMPOS, Haroldo de. Metalinguagem e outras metas: ensaios de teoria e crítica literária. São Paulo: Perspectiva, 1992
______. A arte no horizonte do provável. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 1975.
______. O Arco-Íris Branco. São Paulo: Imago, 1997.
COMPAGNON, Antoine. Os antimodernos: de Joseph de Maistre a Roland Barthes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
______. Os cinco paradoxos da modernidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2010.
COSTA LIMA, Luiz. Mimesis e modernidade. Rio de Janeiro: Graal, 2003.
ECO, Umberto. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 1986.
FABRIS, Annateresa. O futurismo paulista: hipóteses para o estudo da chegada da vanguarda ao Brasil. São Paulo: Perspectiva/Edusp, 1994.
FLAUBERT, Gustave. Cartas exemplares. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
______. A educação sentimental. São Paulo: Nova Alexandria, 2008.
HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo: história, teoria, ficção. Rio de Janeiro: Imago, 1991.
JAMESON, Fredric. Espaço e imagem: teorias do pós-moderno e outros ensaios. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2004.
MORICONI, Ítalo. A provocação pós-moderna: razão histórica e política da teoria de hoje. Rio de Janeiro: Diadorim Editora, 1994.
SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: UFMG, 2004.
______. Nas malhas da letra. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
SLOTERDIJK, Peter. O desprezo das massas: ensaio sobre lutas culturais na sociedade moderna. São Paulo: Estação Liberdade, 2002.


Disciplina: POÉTICAS DA RECICLAGEM

Código: 4012
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudo e problematização das questões estético-crítico-conceituais relativas às mutações e permutas intertextuais e intermidiáticas que caracterizam as manifestações artísticas do contemporâneo: a adaptação como fenômeno histórico, cultural e intermidiático; a narrativa transmídia; as relações dialógicas entre o texto literário e outras artes e mídias, como o teatro, o cinema, a televisão, a pintura, o romance gráfico; e a renovação da paisagem midíatica através de cruzamentos e hibridizações de linguagens artísticas.

Bibliografia:
ARBEX, M. (Org.). Poéticas do visível: ensaios sobre a escrita e a imagem. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2006.
BOLTER, J. D.; GRUSIN, R. Remediation: Understanding New Media. Cambridge MA: MIT Press, 2000.
CAMATI, A. S. A imaginação pictural de Shakespeare em Sonho de uma noite de verão. Revista Terra Roxa, Londrina, v. 25, p. 6-17, nov. 2013.
CLÜVER, C. Inter textus/ Inter artes / Inter media. Tradução do alemão de Elcio Loureiro Cornelsen. Aletria, Revista de Estudos de Literatura – Intermidialidade, Belo Horizonte, v. 14, p. 14-41, jul./dez. 2006.
_____. Ekphrasis and Adaptation. In: LEITCH, T. The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford and New York: Oxford University Press, 2017.
DINIZ, T. F. N. (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2012.
DINIZ, T. F. N.; SOARES, A. V. (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea 2. Belo Horizonte: Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários, FALE/UFMG, 2012.
DOMINGOS, A. C. M. Narrativa transmídia: travessia entre Comunicação e Letras. Aletria, Revista de Estudos de Literatura – Intermidialidade, v. 23, n. 3, p. 159-171, set./dez. 2013.
FREITAS, N. S. Nas teias da intermidialidade: o Carandiru de Varella e o de Babenco. Revista da Anpoll. Multimodalidade e intermidialidade: abordagens linguísticas e literárias, n. 27, p. 289-313, 2009.
GENETTE, G. Palimpsestos: a literatura de segunda mão. Extratos traduzidos do francês por Luciene Guimarães & Maria Antônia Ramos Coutinho. Cadernos do Departamento de Letras Vernáculas. Belo Horizonte: UFMG/Faculdade de Letras, 2005.
HUTCHEON, L. Uma teoria da adaptação. Tradução de André Cechinel. Florianópolis: Editora da UFSC, 2011.
______. Poética do pós-modernismo. Tradução de Ricardo Cruz. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1991.
______. Uma teoria da paródia: ensinamentos das formas de arte do século XX. Tradução de Tereza Louro Pérez. Lisboa: Edições 70, 1979.
JENKINS, H. Cultura da convergência. Tradução de Susana L. de Alexandria. São Paulo: Aleph, 2009.
MARTIN, M. A linguagem cinematográfica. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Brasiliense, 2003.
MASETTI, A. M. L. Shakespeare no parque: as linguagens cênicas em Hamlet (1992), de Marcelo Maechioro. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária)–Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba, 2017.
MOSER, W. As relações entre as artes: por uma arqueologia da intermidialidade. Aletria, Revista de Estudos de Literatura – Intermidialidade, v. 14, p. 42-65, jul./dez. 2006.
OLIVEIRA, S. R. Literaturas, artes, mídias: o que se entende por arte, hoje? Scripta Uniandrade, v. 9, n. 1, p. 10-27, jan./jun. 2011.
______. Perdida entre signos: literatura, artes e mídias, hoje. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012.
PAVIS, P. Análise dos espetáculos. Tradução de Sérgio Sálvia Coelho. São Paulo: Perspectiva, 2003.
______. O teatro no cruzamento de culturas. Tradução de Nanci Fernandes. São Paulo: Perspectiva, 2008.
PELLEGRINI, T. et al. Literatura, cinema e televisão. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2003.
PLAZA, J. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2003.
RAJEWSKY, I. O. Intermidialidade, intertextualidade e remediação: uma perspectiva literária sobre a intermidialidade. In: DINIZ, T. F. N. (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea, Belo Horizonte: Editora da UFMG, p. 15-45, 2012.
REICHMANN, B. T. Adaptação remissiva e digressiva: transposição de metaficção para o cinema. Revista Itinerários, Araraquara, n. 36, p. 129-144, 2013.
SAMOYAULT, T. A intertextualidade. Tradução de Sandra Nitrini. São Paulo: Aderaldo & Rothschild, 2008.
STAM, Robert. Do texto ao intertexto. In: ______. Introdução à teoria do cinema. Tradução de Fernando Mascarello. Campinas: Papirus, 2003, p. 225-236.
______. Teoria e prática da adaptação: da fidelidade à intertextualidade. In: CORSEUIL, A. R. Film Beyond Boundaries. Ilha do Desterro, n. 51, p. 19-53, jul./dez. 2006.


Disciplina: POÉTICAS DA CENA CONTEMPORÂNEA

Código: 4013
Carga horária: 60h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudos teóricos sobre os diferentes modos de pensar a cena contemporânea, em âmbito local e global, incluindo investigações sobre processos de criação e recepção em espetáculos teatrais tradicionais e experimentais realizados em espaços convencionais e alternativos; reflexão crítica sobre as diferentes modalidades do fenômeno cênico como as artes performáticas e as intervenções urbanas; e problematização de conceitos e procedimentos em manifestações cênicas híbridas e interculturais.

Bibliografia:
ALMEIDA, M. A. P. O encenador como dramaturgo: a escrita poética do espetáculo. São Paulo, 1995. Tese (Doutorado em Artes Cênicas)–Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 1995.
BAUMGÄRTEL, S. A. O surgimento de um teatro pós-dramático na Alemanha no fim do século XX – Contextos históricos e estéticos. Scripta Uniandrade, n. 5, p. 201-214, 2007.
BONFITTO, Matteo. O ator compositor – as ações físicas como eixo: de Stanislavski a Barba. São Paulo: Perspectiva, 2001.
CARREIRA, A. Teatro de rua – Brasil e Argentina nos anos 1980: uma paixão no asfalto. São Paulo: Aderaldo & Rothschild Editores, 2007.
BOAL, A. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
BROOK, P. O teatro e seu espaço. Tradução de Oscar Araripe e Tessy Calado. Petrópolis: Vozes, 1970.
CARLSON, M. Performance: uma introdução crítica. Tradução de Thaïs Flores Nogueira Diniz e Maria Antonieta Pereira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
COHEN, R. Performance como linguagem: criação de um tempo-espaço de experimentação. São Paulo: Perspectiva, 2002.
DESGRANGES, F. A inversão da olhadela: alterações no ato do espectador teatral. São Paulo: Hucitec, 2012.
FÉRAL, J. Por uma política da performatividade: o teatro performativo. Sala Preta: revista de artes cênicas, USP, São Paulo, n. 8, p. 197-210, 2008.
FERNANDES, S. Teatralidades contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 2010.
FERRACINI, R. (Org.). Corpos em fuga, corpos em arte. São Paulo: Aderaldo e Rothschild Editores, 2006.
FISCHER-LICHTE, E. Transformações. Urdimento: Revista de Estudos em Artes Cênicas, Udesc, Florianópolis, vol. 1, n. 9, p. 135-140, dez. 2007.
GALIZIA, L. R. Os processos criativos de Robert Wilson. Tradução de Luiz Roberto Galizia e Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo: Perspectiva, 2005.
GLUSBERG, J. A arte da performance. Tradução de Renato Cohen. São Paulo: Perspectiva, 2007.
GUINSBURG, J.; FERNANDES, S. (Org.). O pós-dramático: um conceito operativo? São Paulo: Perspectiva, 2008, p. 43-57.
GUMBRECHT, H. U. Produção de presença: o que o sentido não consegue transmitir. Tradução de Ana Isabel Soares. Rio de Janeiro: Contraponto; Editora PUC/Rio, 2010.
LEHMANN, H. Teatro pós-dramático. Tradução de Pedro Süssekind. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
MARTINS, L. H. Dejetos, detritos e devaneios: dramaturgias do espaço em manifestações cênicas contemporâneas. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária)–Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba, 2012.
KLICH, R.; SCHEER, E. Multimedia Performance. London and New York: Palgrave Macmillan, 2012.
PAVIS, P. A análise dos espetáculos. Tradução de Sérgio Sálvia Coelho. São Paulo: Perspectiva, 2003.
______. A encenação contemporânea: origens, tendências, perspectivas. Tradução de Nanci Fernandes. São Paulo: Perspectiva, 2010.
______. O teatro no cruzamento de culturas. Tradução de Nanci Fernandes. São Paulo: Perspectiva, 2008.
RANCIÈRE, J. O espectador emancipado. Tradução de Danielle Ávila. Urdimento, v. 15, p. 107-122, out. 2010.
RAUEN, M. G. (Org.). A interatividade, o controle de cena e o público como agente compositor. Salvador: EDUFBA, 2009.
REBOUÇAS, Evill. A dramaturgia e a encenação no espaço não convencional. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
ROMANO, L. O teatro do corpo manifesto: teatro físico. São Paulo: Perspectiva; Fapesp, 2005.
ROUBINE, J. J. A linguagem da encenação teatral. Tradução de Yan Michalski. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
Teatro da Vertigem: trilogia bíblica. São Paulo: Publifolha, 2002.


Disciplina: IMAGEM E LITERATURA

Código: 4014
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Estudo das narrativas literárias e suas relações com a imagem, nas diferentes artes: música; fotografia; cinema; pintura; escultura/arquitetura; teatro e encenação teatral; e história em quadrinhos. Influência do aspecto imagético das vanguardas na literatura. A função da imagem nas atuais formas de mediação. A imagem como texto principal e como acessório. Relações entre narrativa verbal, narrativa visual e ilustração. O texto imagético e as predominâncias temporais e espaciais. Especificidades na produção e na recepção, nos textos verbais, visuais e verbo-visuais. A importância da imagem nos textos literário, informativo e histórico/documental. O predomínio da imagem na poesia concreta e na literatura digital: pressupostos teóricos, projeto estético e objetivos. Imagem, palavra e intertextualidade: paródia, citação, alusão e adaptação.

Bibliografia:
AGUILERA, V. de A.; LÍMOLI, L. (Org.). Entrelinhas, entretelas: Os desafios da leitura. 1. ed. Londrina: UEL, 2001.
AUMONT, J. et al. A estética do filme. 2. ed. Tradução de Marina Appenzeller. São Paulo: Papirus, 2002.
_______. A imagem. 8. ed. Tradução de Estela dos Santos Abreu e Cláudio Cesar Santoro. São Paulo: Papirus, 2004.
BARTHES, R. A câmara clara. 1. ed. Tradução de Júlio Castanon Guimarães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
BERNARDO, G. O livro da metaficção. 1. ed. São Paulo: Tinta Negra, 2010.
CALVINO, I. Six memos for the next millennium. 2. ed. Tradução de Patrick Creagh. Londres: Penguin, 2013.
CAMPOS, H. de; CAMPOS, A. de; PIGNATARI, D. Teoria da poesia concreta. 5. ed. São Paulo: Ateliê, 2014.
CHIPP, H. B. Teorias da arte moderna. 4. ed. Tradução de Waltensir Dutra et al. São Paulo: Martins, 2002.
CLÜVER, C. Inter textus / Inter artes / Inter media. Aletria, Belo Horizonte, p. 11-41, jul./dez. 2006.
COMPAGNON, A. O demônio da teoria. 2. ed. Tradução de Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte: UFMG, 2010.
DINIZ, T. F. N. Literatura e Cinema: Tradução, hipertextualidade, reciclagem. Belo Horizonte: UFMG, 2005.
EISENSTEIN, S. A forma do filme. 2. ed. Tradução de Teresa Ottoni. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.
EISNER, W. Quadrinhos e arte sequencial. 4. ed. Tradução de Alexandre Boide. São Paulo: WMF Martins, 2010.
GENETTE, G. Palimpsestos. A literatura de segunda mão. 1. ed. Tradução de Luciene Guimarães e Maria Antônia Ramos Coutinho. Belo Horizonte: UFMG, 2005.
GONÇALVES, M. L. S. de S. Os desafios teóricos da história sob o prisma da pintura, literatura e do cinema no contexto da intertextualidade da obra Moça com brinco de pérola. 2011. 167 f. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária) – Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba, 2011.
HUTCHEON, L. Narcissistic narrative: The metafictional paradox. 2. ed. Canadá: Wilfried Laurier University, 2014.
______. Theory of parody. The teachings of twentieth-century art forms. 1. ed. Illinois: Illinois University, 2000.
MANGUEL, A. Lendo imagens. 1. ed. Tradução de Rubens Figueiredo, Rosaura Eichemberg e Cláudia Strauch. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
MARTIN-BARBERO, J. Dos meios às mediações. 2. ed. Tradução de Ronald Polito e Sérgio Alcides. Rio de Janeiro: UFRJ, 2003.
METZ, C. A significação no cinema. 2. ed. Tradução de Jean-Claude Bernardet. São Paulo: Perspectiva, 2004.
MICHELI, M. de. As vanguardas artísticas. 3. ed. Tradução de Pier Luigi Cabra. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2004.
MOLES, A. O kitsch. 5. ed. Tradução de Otacílio Nunes. São Paulo: Perspectiva, 2001.
MUKAROVSKY, J. Escritos sobre estética e semiótica da arte. 4. ed. Tradução de Manuel Ruas. Lisboa: Estampa, 2011.
OLIVEIRA, S. R. e. Imagem também se lê. 2. ed. São Paulo: Rosari, 2009.
PANOFSKY, E. Significado nas artes visuais. 4. ed. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2014.
PHAIDON (Ed.). The art book. 1. ed. New York: Phaidon, 2014.
PLAZA, J. Tradução intersemiótica. 2. ed. Tradução revisada e dirigida por J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2013.
RAJEWSKY, I. O. Intermediality, intertextuality and remediation: a literary perspective on intermediality. Intermédialtés/Intermedialities, Montreal, n. 6, p. 43-64, 2005.
______. A fronteira em discussão: o status problemático das fronteiras midiáticas no debate contemporâneo sobre intermidialidade. In: DINIZ, T. F. N. Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea. Vol. 2. 1. ed. Belo Horizonte: RONA, 2012, p. 51-73.
SANTAELLA, L.; NÖTH, W. Palavra e imagem. In: ______. Imagem. Cognição, semiótica, mídia. 4 ed. São Paulo: Iluminuras, 2009, p. 59-75.
SANTAELLA, L. Novos desafios da comunicação. In: Lumina, Facom/UFJF, v. 4, n. 1, p. 1-10, jan./jun. 2001.
STAM, R. Teoria e prática da adaptação: da fidelidade à intertextualidade. Ilha do desterro, Florianópolis, n. 51, p. 19-53, jul./dez. 2006.
STANGOS, N. (Org.). Conceitos da arte moderna. 16. ed. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.
TODOROV, T. Introdução à literatura fantástica. 4. ed. Tradução de Maria Clara C. Castello. São Paulo: Perspectiva: 2012.


Disciplina: ESTUDOS DE INTERMIDIALIDADE

Código: 4015
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da Literatura

Ementa: Esta disciplina visa debater o conceito de intermidialidade sob uma perspectiva que vai além de um simples comparativismo, focalizando especialmente o estudo das inter-relações, dos contágios, das imbricações e dos atritos entre a literatura e outras formas de arte/mídia, que, cada vez mais convergem, gerando processos discursivos cada vez mais complexos. Entre seus objetivos, destacamos a análise crítica de obras (contemporâneas ou não), constituídas de textos em diferentes mídias, incluindo produções baseadas na combinação de várias mídias (filmes, espetáculos teatrais, óperas, histórias em quadrinhos, etc.), bem como transposições intermidiáticas (adaptações cinematográficas, romantizações, etc.) e referências intermidiáticas.

Bibliografia:
AUMONT, Jacques et al. A estética do filme. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas: Papirus, 1995.
ARBEX, Marcia (Org.). Poéticas do visível: ensaios sobre a escrita e a imagem. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2006.
BOLTER, Jay David; GRUSIN, Richard. Remediation. Understanding New Media, Cambridge, MA; London: MIT Press, 2000.
CAMATI, Anna S.; MIRANDA, Célia A. (Org.). Shakespeare sob múltiplos olhares. 2. ed. Curitiba: Editora da UFPR, 2016.
CLÜVER, Claus. Estudos Interartes: conceitos, termos objetivos. Literatura e Sociedade 2: Revista de teoria literária e literatura comparada, Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 37-55, 1997.
______. Intertextus/Inter artes/Inter media. Aletria: Revista de Estudos de Literatura, UFMG/FALE, Belo Horizonte, n. 14, p. 9-39, jul./dez. 2006.
CORSEUIL, Anelise R.; CAUGHIE, John (Org.). Palco, tela e página. Florianópolis: Insular, 2000.
DINIZ, Thaïs F. N. (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2012.
DINIZ, Thaïs F. N. & VIEIRA, André Soares (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea, vol. 2. Belo Horizonte: Rona Editora: FALE/UFMG, 2012.
GAUDREAULT, Andre; MARION, Philippe. Transescritura e midiática narrativa: a questão da intermidialidade. Tradução de Brunilda T. Reichmann e Anna Stegh Camati. In: DINIZ, Thaïs F. N. (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2012.
GENETTE, Gerard. Palimpsestos: a literatura de segunda mão. Extratos traduzidos do francês por Luciene Guimarães e Maria Antônia Ramos Coutinho. Cadernos do Departamento de Letras Vernáculas. Belo Horizonte: UFMG/Faculdade de Letras, 2005. 99 p.
HOEK, Leo H. A transposição intersemiótica: por uma classificação pragmática. In: JAMESON, Fredric. Espaço e imagem. Teorias do Pós-Moderno e outros ensaios. Tradução de Ana Lúcia Almeida Gazolla. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1994.
HUTCHEON, Linda. Uma teoria da adaptação. Tradução de André Cechinel. Florianópolis: Editora UFSC, 2011.
LOUVEL, Liliane. A descrição “pictural”: por uma poética do iconotexto. In: ARBEX, Márcia (Org.). Poéticas do visível: ensaios sobre a escrita e a imagem. Belo Horizonte: Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários, FALE/UFMG, 2006, p.191-220.
McFARLANE, Brian. Novel to Film: An Introduction to the Theory of Adaptation. New York: Oxford University Press, 2004.
MOSER, Walter. As relações entre as artes: por uma arqueologia da intermidialidade. Aletria: Revista de Estudos de Literatura, FALE/UFMG, Belo Horizonte, n. 14, p. 40-63, jul./dez. 2006.
MÜLLER, Jurgen. Intermidialidade revisitada: algumas reflexões sobre os princípios básicos desse conceito. Tradução de Anna Stegh Camati e Brunilda T. Reichmann. In: DINIZ, Thaïs F. N.; VIEIRA, André Soares (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea, vol. 2. Belo Horizonte: Rona Editora: FALE/UFMG, 2012.
NAREMORE, James (Ed.). Film Adaptation. New Bruckswick: Rutgers University Press, 2000.
OLIVERIA, Solange Ribeiro de. Perdida entre signos: literatura, artes e mídias, hoje. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012.
PLAZA, Julio. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2003.
RAJEWSKY, Irina O. Intermidialidade, intertextualidade e “remediação”: uma perspectiva literária sobre a intermidialidade. Tradução de Thaïs F. N. Diniz e Eliana Lourenço de Lima Reis. In: DINIZ, Thaïs F. N. (Org.). Intermidialidade e estudos interartes: desafios da arte contemporânea. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2012.
REICHMANN, Brunilda (Org.). Assim transitam os textos: ensaios sobre intermidialidade. Curitiba: Editora Appris, 2016.
STAM, Robert. Introdução à Teoria do Cinema. Tradução de Fernando Mascarello. Campinas: Papirus, 2003.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. São Paulo: Paz e Terra, 2005.


Disciplina: LITERATURA E TECNOLOGIA DIGITAL

Código: 4016
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da literatura

Ementa: Suportes tecnológicos digitais e novos tipos de textos: hipertexto e cibertexto. Hipertexto, leitura relacional, intertextualidade e interatividade. Intersemiótica e multimodalidade. Síntese, rapidez e multiplicidade: antecedentes, pressupostos teóricos e arte digital. Cinese, videopoema e arte op. Poesia migrante. Transposição e atualização da literatura no contexto digital. Infopoesia. Hibridismo nos videopoemas. A influência da tecnologia digital na reconfiguração dos processos de produção e recepção de textos. Relações entre palavra e imagem: complementaridade, determinação recíproca, presença/ausência e referência substitutiva. O uso do QR Code no discurso literário. Mídia digital, comportamento e mercado editorial literário.

Bibliografia:
ALLIEZ, E. Deleuze filosofia virtual. 1. ed. Tradução de Heloísa B. Rocha. São Paulo: 34, 1996.
AMARAL, J. F. B. do. Arnaldo Antunes. O corpo da palavra. 2009. 109 f. Dissertação (Mestrado em Letras Vernáculas – Literatura Brasileira)–Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009.
ARAÚJO, R. Poesia visual, vídeo poesia. 1. ed. São Paulo: Perspectiva, 1999.
BOLTER, J.; GRUSIN, R. Remediation: understanding new media. 2. ed. Cambridge MA: MIT Press, 2000.
CAMPOS, H.; CAMPOS, A. de; PIGNATARI, D. Teoria da poesia concreta. 5. ed. São Paulo: Ateliê, 2014.
CAUNE, J. Cultura e comunicação: convergências teóricas e lugares de mediação. 1. ed. Tradução de Laan M. de Barros. São Paulo: Unesp, 2014.
CHARTIER, R. A aventura do livro: do leitor ao navegador. 1. ed. Tradução de Reginaldo C. C. de Moraes. São Paulo: UNESP, 1998.
CRUZ, D. O pop: literatura, mídia e outras artes. 1. ed. Salvador: Quarteto, 2003.
DAVÍNIO, C. Tecno-poesia e realtà virtuali: storia, teoria, esperienze tra scrittura, visualità e nuovi media. 1. ed. Mantova: Sometti Mantova, 2002.
ECO, U. Lector in fabula: a cooperação interpretativa nos textos narrativos. 2. ed. Tradução de Attilio Cancian. São Paulo: Perspectiva, 2012.
ESKELINEN, M. Cybertext poetics. 1. ed. Nova York: Continuum, 2012.
FORD, S; GREEN, J.; JENKINS, H. Cultura da conexão: criando valor e significado por meio da mídia propagável. 1. ed. Tradução de Patricia Arnaud. São Paulo: Aleph, 2014.
GIANNETTI, C. (Ed.). Ars telemática. Telecomunicação, internet e ciberespaço. 1. ed. Tradução de Sónia Marques. Lisboa: Relógio D’Água, 1998.
GONÇALVEZ, J. Literatura na era dos gigabytes. 1. ed. São Paulo: Nova Alexandria, 2006.
GUIMARÃES, D. Produções estáticas nas mídias audiovisuais. In: ______. Comunicação tecnoestética nas mídias audiovisuais. 1. ed. Porto Alegre: Sulina, 2007, p. 73-108.
HAYLES, N. Electronic literature: new horizons for the literary. 1. ed. Indiana: Notre Dame, 2008.
IEDEMA, R. Multimodality, resemiotization: extending the analysis of discourse as multi-semiotic practice. Visual communication, London, v. 2, n. 1, p. 29-57, 2003.
ISER, W. Rutas de la interpretacion. 2. ed. Ciudad del México: Fondo de Cultura, 2016.
KRESS, G.; VAN LEEUWEN, T. Multimodal discourse: the modes and media of contemporary communication. 1. ed. London: Arnold, 2001.
LÉVY, P. Cibercultura. 2. ed. Tradução de Carlos I. da Costa. Lisboa: Instituto Piaget, 2000.
LIMA, L. C. (Org.). A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. 2. ed. Seleção, coordenação e tradução de Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
MACHADO, A. Máquina e imaginário: o desafio das poéticas tecnológicas. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2001.
MARCUSCHI, L.; XAVIER, A. C. (Org.). Hipertexto e gêneros digitais. 1. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.
MARTINO, L. Teoria das mídias digitais: linguagens, ambientes e redes. 1. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2014.
MENEZES, P. Signos plurais: mídia, arte, cotidiano na globalização. 1. ed. São Paulo: Experimento, 1997.
MENEZES, P.; AZEVEDO, W. Interpoesia: poesia hipermídia interativa. 1. ed. São Paulo: Mackenzie/PUC-SP; FAPESP, 2000. (CD-ROM).
PARENTE, A. (Org.). Imagem-máquina: a era das tecnologias do virtual. 4. ed. Rio de Janeiro: 34, 2011.
PLAZA, J.; TAVARES, M. Processos criativos com os meios eletrônicos: poéticas digitais. 1. ed. São Paulo: Hucitec, 1998.
RAJEWSKY, I. Intermediality, intertextuality and remediation: a literary perspective on intermediality. Intermédialtés/Intermedialities, Montreal, n. 6, p. 43-64, 2005.
REGIS, F. A subjetividade ciber: tecnologias de comunicação e de informação e as novas experiências do humano. In: ______. Nós, ciborgues: tecnologias de informação e subjetividade homem-máquina. 1 ed. Curitiba: Champagnat, 2012, p. 173-202.
SANTAELLA, L. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2003.
______. Novos desafios da comunicação. Lumina, Facom/UFJF, v. 4, n. 1, p. 1-10, jan./jun. 2001.
STANGOS, N. (Org.). Conceitos da arte moderna. 16. ed. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.


Disciplina: ESCRITA DE SI – AUTOFICÇÃO

Código: 4017
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da literatura

Ementa: A disciplina aborda a autoficção como prática literária, atentando para as especificidades que a tornam reconhecível, como a relação autor-narrador-personagem, o uso dos nomes de pessoas reais, as técnicas narrativas, sobretudo as mais experimentais, desenvolvidas por autores representativos dela; a ênfase recai sobre a natureza do pacto de leitura estabelecido com o leitor, definido como ambíguo. Abordam-se as origens das práticas com as escritas do eu, seus desdobramentos e o romance autobiográfico como precursor da autoficção. Aspectos problemáticos, como o retorno do autor e a guinada subjetiva, são focalizados a partir das abordagens polêmicas, de que os temas têm sido objeto. Do mesmo modo, as possibilidades da autoficção como terapia, vingança ou reconhecimento da memória como origem para as formas de mimetização do real.

Bibliografia:
ALBERCA, Manuel. El pacto ambiguo: de la novela autobiográfica a la autoficción. Madrid: Biblioteca Nueva, 2007.
BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
BLANCHOT, Maurice. O diário íntimo e a narrativa. In: O livro por vir. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
BRANDÃO, Jacyntho Lins. A invenção do romance: narrativa e mimese no romance grego. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2005.
CANDIDO, Antonio. Ficção e confissão: ensaios sobre Graciliano Ramos. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Ouro Sobre Azul, 2006.
DOUBROVSKY, Serge. Fils: roman. Paris: Éditions Galilée, 1977.
FAEDRICH, Anna Martins Autoficções: do conceito teórico à prática na literatura brasileira contemporânea. Porto Alegre: PUC-RS, 2014.
FIGUEIREDO, Eurídice. Mulheres ao espelho: autobiografia, ficção e autoficção. Rio de Janeiro: EdUERJ/FAPERJ, 2014.
FOSTER, Hal. O retorno do real: a vanguarda no final do século XX. Tradução de Célia Euvaldo. São Paulo: Cosac & Naify, 2014.
FOUCAULT, Michel. A hermenêutica do sujeito. Tradução de Márcio Alves. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.
______. O que é um autor? Tradução de Antônio Fernando Cascais e Eduardo Cordeiro. 6. ed. Lisboa: Vega, 1992.
JACCOMARD, Hèléne. Lecteur et lecture dans l’autobiographie française contemporaine: Violette Leduc, Françoise d’Eaubonne, Serge Doubrovsky, Marguerite Yourcenar. Genève: Droz, 1993.
KLINGER, Diana. Escritas de si, escritas do outro: o retorno do autor e a virada etnográfica. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012.
LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à Internet. Organização de
Jovita Maria G. Noronha. Tradução de Jovita Maria G. Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
LIMA, Luiz C. História. Ficção. Literatura. São Paulo: Companhia da Letras, 2006.
MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. Tradução de Sérgio Milliet. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996.
NASCIMENTO, Evando. Matérias-primas: da autobiografia à autoficção – ou vice-versa. In: NASCIF, Rose Mary Abrão; LAGE, Verônica Lucy Coutinho (Org.). Literatura, Crítica e Cultura IV: interdisciplinaridade. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2010.
NORONHA, Jovita Maria Gerheim (Org.). Ensaios sobre a autoficção. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
RESENDE, Beatriz. Possibilidades da nova escrita literária no Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 2014.
REMÉDIOS, Maria L. R. (Org.) Literatura confessional: autobiografia e ficcionalidade. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Tradução de Alain François et al. Campinas: Editora da UNICAMP, 2007.
______. O si-mesmo como um outro. Tradução de Lucy Moreira Cesar. Campinas: Papirus, 1991.
______. Tempo e narrativa. Tradução de Cláudia Berliner e Márcia Valéria Martinez de Aguiar. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.
SANTO AGOSTINHO. Confissões. Tradução de J. Oliveira Santos e Ambrósio de Pina. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996.
SARLO, Beatriz. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva. Tradução de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Cia. das Letras; Belo Horizonte: UFMG, 2007.
SEARLE, John. R. Expressão e significado: estudos da teoria dos atos de fala. Tradução de Ana Cecília G. A. de Camargo e Ana Luíza Marcondes Garcia. 2. ed. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2002.
VILAIN, Philippe. Défense de Narcisse. Paris: Bernard Grasset, 2005.
ZAGURY, Eliane. A escrita do eu. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL, 1982.


Disciplina: ESCRITA CRIATIVA I

Código: 4018
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da literatura

Ementa: A presente disciplina volta-se para os bastidores do processo criativo, libertando-o das concepções românticas que ainda o envolvem. A relação do autor com o texto, o conceito de autoria e suas relações com a tramas textuais são um dos objetos desta disciplina. Da mesma forma, é alvo de análise a dialética entre invenção e tradição, e como isso se dá dentro de um determinado sistema literário. Entrando no campo dos gêneros literários, os elementos da narrativa, de peças teatrais e suas articulações arquitetônicas, a poesia e sua “hesitação” entre som e sentido também são objeto dessa disciplina. Ao final serão feitos exercícios de escrita criativa, com a produção e a análise de textos produzidos pelos alunos.

Bibliografia:
BAKHTIN, Mikhail (V. N. Volochínov). Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. 11. ed. São Paulo: Hucitec, 2004.
CAMPBELL, Joseph. A jornada do herói. São Paulo: Ágora, 2006.
BAUMGÄRTEL, Stephan. Estratégias de escrita teatral não dramática no contexto contemporâneo: algumas reflexões preliminares. O Teatro Transcende, v. 16, n. 1, p.3-11, 2011.
CARRERO, Raimundo. Os segredos da ficção: um guia da arte de escrever narrativas. São Paulo: Agir, 2005.
CASTAGNO, P. New Playwriting Strategies. A Language-Based Approach to Playwriting. New York and London: Routledge, 2001.
FORSTER, Edward Morgan. Aspectos do romance. São Paulo: Globo, 2004.
GENETTE, Gerard. Discurso da narrativa. 3. ed. Lisboa: Vejga, 1995.
______. Nuevo discurso del relato. Madri: Cátedra, 1998.
JAMES, Henry. A arte do romance. São Paulo: Globo, 2003
KAROWSKI, Acir Mário; GAYDECZKA, Beatriz; BRITO, Karim Siebeneicher (Org.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
KIEFER, Charles. Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010.
KOCK, Stephen. Oficina de escritores: um manual da arte de ficção. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo: ou a polêmica em torno da ilusão. São Paulo: Ática, 2002.
LLOSA, Mario Vargas. A orgia perpétua: Flaubert e Madame Bovary. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.
MARCHIONI, Rubens. Criatividade e redação: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2009.
MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.
OLIVEIRA, Nelson de. A oficina do escritor: sobre ler, escrever e publicar. Cotia: Ateliê editorial, 2008.
PAZ, Octavio. O arco e a lira. Tradução Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
______. Os Filhos do Barro. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.
POE, Edgar Allan. Poética: textos teóricos. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2004.
POUND, Ezra. ABC da literatura. São Paulo: Cultrix, 1987.
PROPP, Vladimir. Morfologia do conto maravilhoso. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1984.
REUTER, Yves. Introdução à análise do romance. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
______. Introdução à análise do romance. São Paulo: Martins Fontes,1995.
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Tradução de Yan Michalski. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
SARRAZAC, Jean Pierre. A oficina de escrita dramática. Educação e Realidade, v. 30, n. 2, p. 203-2015, 2005.
______. O futuro do drama: escritas dramáticas contemporâneas. Tradução de Alexandra Moreira da Silva. Porto: Campo das Letras, 2002.
SIGNORINI, Inês (Org.). (Re)discutir texto, gênero e discurso. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.
STAIGER, Emil. Conceitos fundamentais da poética. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975.
WOOD, James. Como funciona a ficção. São Paulo: Cosac Naify, 2011.


Disciplina: ESCRITA CRIATIVA II

Código: 4019
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da literatura

Ementa: Esta disciplina é uma continuação da disciplina Escrita Criativa I. Volta-se também para os bastidores do processo criativo, libertando-o das concepções românticas que ainda o envolvem. Continuará a abordar a relação do autor com o texto, o conceito de autoria e suas relações com a tramas textuais. Da mesma forma, continua sendo alvo de análise a dialética entre invenção e tradição, e como isso se dá dentro de um determinado sistema literário. Entrando novamente no campo dos gêneros literários, os elementos da narrativa, de peças teatrais e suas articulações arquitetônicas, a poesia e sua “hesitação” entre som e sentido são também objeto dessa disciplina. Ao final serão feitos exercícios de escrita criativa, com a produção e a análise de textos, produzidos pelos alunos que cursaram as duas disciplinas de escrita criativa.

Bibliografia:
BAKHTIN, Mikhail (V. N. Volochínov). Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. 11. ed. São Paulo: Hucitec, 2004.
CAMPBELL, Joseph. A jornada do herói. São Paulo: Ágora, 2006.
BAUMGÄRTEL, Stephan. Estratégias de escrita teatral não dramática no contexto contemporâneo: algumas reflexões preliminares. O Teatro Transcende, v. 16, n. 1, p. 3-11, 2011.
CARRERO, Raimundo. Os segredos da ficção: um guia da arte de escrever narrativas. São Paulo: Agir, 2005.
CASTAGNO, Paul. New Playwriting Strategies. A Language-Based Approach to Playwriting. New York and London: Routledge, 2001.
FORSTER, Edward Morgan. Aspectos do romance. São Paulo: Globo, 2004.
GENETTE, Gerard. Discurso da narrativa. 3. ed. Lisboa: Vega, 1995.
______. Nuevo discurso del relato. Madri: Cátedra, 1998.
JAMES, Henry. A arte do romance. São Paulo: Globo, 2003
KAROWSKI, Acir Mário; GAYDECZKA, Beatriz; BRITO, Karim Siebeneicher (Org.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
KIEFER, Charles. Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010.
KOCK, Stephen. Oficina de escritores: um manual da arte de ficção. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo: ou a polêmica em torno da ilusão. São Paulo: Ática, 2002.
LLOSA, Mario Vargas. A orgia perpétua: Flaubert e Madame Bovary. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.
MARCHIONI, Rubens. Criatividade e redação: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2009.
MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.
OLIVEIRA, Nelson de. A oficina do escritor: sobre ler, escrever e publicar. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.
PAZ, Octavio. O arco e a lira. Tradução Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
______. Os Filhos do Barro. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.
POE, Edgar Allan. Poética: textos teóricos. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2004.
POUND, Ezra. ABC da literatura. São Paulo: Cultrix, 1987.
PROPP, Vladimir. Morfologia do conto maravilhoso. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1984.
REUTER, Yves. Introdução à análise do romance. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
______. Introdução à análise do romance. São Paulo: Martins Fontes,1995.
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Tradução de Yan Michalski. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
SARRAZAC, Jean Pierre. A oficina de escrita dramática. Educação e Realidade, v. 30, n. 2, p. 203-2015, 2005.
______. O futuro do drama: escritas dramáticas contemporâneas. Tradução de Alexandra Moreira da Silva. Porto: Campo das Letras, 2002.
SIGNORINI, Inês (Org.). (Re)discutir texto, gênero e discurso. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.
STAIGER, Emil. Conceitos fundamentais da poética. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975.
WOOD, James. Como funciona a ficção. São Paulo: Cosac Naify, 2011.


Disciplina: TÓPICOS DE LEITURA I

Código: 4020
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da literatura

Ementa: Estudo de teorias e representações históricas, filosóficas e culturais da modernidade.

Bibliografia: A bibliografia desta disciplina será montada de acordo com as necessidades de cada oferta.


Disciplina: TÓPICOS DE LEITURA II

Código: 4021
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da literatura

Ementa: Estudos monográficos de autores nas Américas e na Europa.

Bibliografia: A bibliografia desta disciplina será montada de acordo com as necessidades de cada oferta.


Disciplina: TÓPICOS DE LEITURA III

Código: 4022
Carga horária: 60 h/a
Créditos: 6
Área de concentração: Teoria da literatura

Ementa: A crítica literária no século XX. Análise de textos representativos.

Bibliografia: A bibliografia desta disciplina será montada de acordo com as necessidades de cada oferta.


Pequenas alterações/atualizações no rol das disciplinas são realizadas a cada quadriênio para atender o desenvolvimento da área de Letras e pela necessidade de adequação às novas plataformas de leitura. As ementas e as bibliografias são revistas e atualizadas durante cada quadriênio.

As disciplinas do curso de Mestrado são oferecidas nos três períodos: manhã, tarde e noite, possibilitando aos estudantes, na sua maioria professores do ensino fundamental e médio, cursá-las nos horários mais convenientes. É o único curso de metrado em Letras em Curitiba que operacionaliza essa ação.

Todas as disciplinas são lecionadas durante o quadriênio.

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